A maioria dos leitores decide ler — e depois citar — seu artigo com base apenas no resumo. As bases de dados o exibem gratuitamente, os revisores formam ali a primeira impressão e os buscadores o indexam. Essas 250 palavras merecem tanto cuidado quanto qualquer seção do manuscrito.
A espinha dorsal de um resumo estruturado — mesmo sem os cabeçalhos, mantenha esta ordem lógica.
Contexto, objetivo, métodos, resultados e conclusão — nessa ordem. Em resumos não estruturados, mantenha a mesma lógica sem os cabeçalhos.
Informe tamanhos de efeito e intervalos de confiança, não apenas valores de p — e o desfecho primário sempre primeiro.
Pule aberturas genéricas e vá direto à lacuna específica que o seu estudo preenche.
Resumo e título são os campos que PubMed e Google Scholar mais indexam. Use exatamente os termos que o leitor vai buscar (incluindo termos MeSH).
Redija o resumo com o artigo pronto e elimine toda frase que não responda: por quê, como, o que foi achado, o que significa.
A maioria das revistas limita a 250 palavras — a ABCD segue esse padrão. Cada frase precisa ganhar o seu lugar.
Não. O resumo deve ser autossuficiente: sem citações, abreviações não definidas ou dados que não estão no artigo.
Resultados vagos ('houve melhora significativa') sem números, e primeira frase de livro-texto que não diz qual lacuna o estudo preenche.
Texto de Francisco Tustumi, cirurgião do aparelho digestivo (FMUSP), editor associado da ABCD.
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