A maioria dos leitores decide ler — e depois citar — seu artigo com base apenas no resumo. As bases de dados o exibem gratuitamente, os revisores formam ali a primeira impressão e os buscadores o indexam. Essas 250 palavras merecem tanto cuidado quanto qualquer seção do manuscrito.
A espinha dorsal de um resumo estruturado — mesmo sem os cabeçalhos, mantenha esta ordem lógica.
Contexto, objetivo, métodos, resultados e conclusão — nessa ordem. Em resumos não estruturados, mantenha a mesma lógica sem os cabeçalhos.
Informe tamanhos de efeito e intervalos de confiança, não apenas valores de p — e o desfecho primário sempre primeiro.
Pule aberturas genéricas e vá direto à lacuna específica que o seu estudo preenche.
Resumo e título são os campos que PubMed e Google Scholar mais indexam. Use exatamente os termos que o leitor vai buscar (incluindo termos MeSH).
Redija o resumo com o artigo pronto e elimine toda frase que não responda: por quê, como, o que foi achado, o que significa.
O mesmo conteúdo circula em dois formatos. O resumo é lido por quem já encontrou o artigo; o visual abstract é a imagem que corre nas redes e nas apresentações, e a ABCD publica um com cada artigo.
Ele responde a três perguntas em cerca de cinco segundos — por que o estudo foi feito, o que foi feito e o que foi encontrado — e é enviado como arquivo editável do PowerPoint, nunca como imagem exportada. O guia completo, com os quatro modelos, as paletas de cor, a tipografia e o banco de ícones, está em página própria.
Visual abstract: como montar →⬇️ Baixar o template
A maioria das revistas limita a 250 palavras — a ABCD segue esse padrão. Cada frase precisa ganhar o seu lugar.
Não. O resumo deve ser autossuficiente: sem citações, abreviações não definidas ou dados que não estão no artigo.
Resultados vagos ('houve melhora significativa') sem números, e primeira frase de livro-texto que não diz qual lacuna o estudo preenche.
Sim. Toda submissão à ABCD inclui um visual abstract, publicado com o artigo no site da revista. Use o template da ABCD para que a figura mantenha a mesma identidade em todos os artigos.
Uma figura central pode ser reaproveitada se continuar legível em tamanho pequeno e não depender de eixos e legendas que só fazem sentido dentro do texto. Na maioria das vezes redesenhar com ícones funciona melhor do que recortar a figura original.
Use o banco de ícones da ABCD, livre para qualquer uso (licença MIT). Ícones tirados de busca na internet costumam ter licença indefinida e não podem ser publicados com o artigo.
O arquivo editável do PowerPoint (.pptx). Não exporte como imagem: a secretaria ajusta tipografia e cor antes da publicação.
Texto de Francisco Tustumi, cirurgião do aparelho digestivo (FMUSP), editor associado da ABCD.
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