O visual abstract é o que circula: a imagem compartilhada nas redes, projetada no journal club e colada em apresentações. A ABCD publica um com cada artigo — e ele costuma ser o primeiro, às vezes o único, contato do leitor com o seu trabalho.
Assista antes de abrir o template — o método inteiro em três minutos.
Os quatro modelos no mesmo arquivo: escolha um e apague os outros antes de enviar.
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Você pode optar por um visual abstract mais leve, mais perto de um cartaz para o público do que de um slide de congresso: uma ilustração grande, uma frase em linguagem simples e a assinatura da revista. Para muitos estudos isso alcança mais gente do que uma figura densa, cheia de números.
Os modelos E, F e G do template foram feitos para isso: figura ocupando a maior parte do espaço, uma frase que um leigo entende, no máximo um número — e a assinatura da ABCD, para que quem compartilhar saiba onde o estudo foi publicado.
O erro comum nesse estilo é o oposto do estilo analítico: manter os parágrafos e só acrescentar um desenho ao lado. Se ainda for preciso ler o texto para entender, ainda não é uma figura de rede social.
O erro mais comum é tratar a figura como um pôster e despejar nela todos os resultados. Quem quiser o resultado completo vai abrir o artigo; a figura só precisa fazer com que ele queira.
| Inclua | Deixe de fora |
|---|---|
| ✓ A pergunta que o estudo responde | ✗ Todos os desfechos secundários |
| ✓ Desenho, população e tamanho da amostra | ✗ Análises de subgrupo e de sensibilidade |
| ✓ De um a quatro números-chave | ✗ Métodos estatísticos em detalhe |
| ✓ O que muda na prática | ✗ Referências, financiamento, agradecimentos |
Escreva em blocos nominais, não em frases: “seguimento mediano de 30 meses”, e não “o seguimento mediano da coorte foi de 30 meses”. Mantenha cada bloco em torno de 60 caracteres.
Use os mesmos termos-chave do título e do resumo — aqueles que um colega digitaria no PubMed. A figura é recompartilhada com legendas que os buscadores leem.
Troque adjetivos por números. “Internação mais curta” diz pouco; “7,5 vs 11 dias” diz tudo.
Bordas, sombras e degradês roubam contraste e não acrescentam nada. Fundo branco com margem generosa lê melhor em qualquer tela.
Texto escuro sobre fundo claro, sempre. Evite cinza-claro no branco, vermelho sobre marrom ou duas cores saturadas lado a lado. Se você apertar os olhos e o texto sumir, o contraste está errado.
O ícone substitui palavras; não enfeita. Mesma altura e mesma cor dentro de uma coluna.
Reduza o slide para 25% na tela. Se algum número deixar de ser legível, a fonte está pequena demais ou o bloco tem texto demais.
Use a dupla da própria revista: Montserrat nos títulos e Raleway no texto. As duas são gratuitas no Google Fonts e, juntas, não ficam nem duras nem enfeitadas. Lato e Source Sans funcionam igualmente bem; deixe Helvetica ou Arial como reserva, caso a fonte não exista no computador que abrir o arquivo. Evite fontes manuscritas, decorativas, condensadas, com contorno, sombra ou efeito 3-D; evite textos longos em caixa alta; nunca misture mais de duas famílias. Nada abaixo de 10 pt no tamanho final, e a frase de conclusão com 13 pt ou mais.
Uma amostra do banco abaixo — clique para ver os 105 ícones, com busca e download individual. Uso livre (Health Icons, licença MIT).
Envie o visual abstract como arquivo editável do PowerPoint (.pptx), o mesmo que você preencheu. A secretaria ajusta tipografia, cor e alinhamento antes da publicação, o que é impossível numa imagem achatada.
Sim. Toda submissão inclui um, publicado com o artigo no site da revista.
No arquivo editável do PowerPoint (.pptx). Não exporte como imagem: a secretaria precisa ajustar tipografia e cor antes da publicação.
Uma figura central pode ser reaproveitada se continuar legível em tamanho pequeno. O modelo C do template existe exatamente para esse caso.
Os do banco da ABCD, livres para qualquer uso. Ícones tirados de busca na internet costumam ter licença indefinida e não podem ser publicados com o artigo.
Texto de Francisco Tustumi, cirurgião do aparelho digestivo (FMUSP), editor associado da ABCD.
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