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O visual abstract é o que circula: a imagem compartilhada nas redes, projetada no journal club e colada em apresentações. A ABCD publica um com cada artigo — e ele costuma ser o primeiro, às vezes o único, contato do leitor com o seu trabalho.

Resumo em 30 segundos
  • Responda a três perguntas em cinco segundos: por quê, o que foi feito, o que foi achado.
  • Comece por um dos quatro modelos da ABCD e fique dentro de uma paleta.
  • Envie o arquivo editável do PowerPoint — não uma imagem exportada.
Por que o estudoa lacuna, em uma linha
O que fizemosdesenho, população, desfecho
O que achamosnúmeros, não adjetivos
Conclusãoo que muda na prática
A espinha dorsal de todos os modelos da ABCD — a mesma ordem que o leitor percorre.
O template é sugestão, não regra. A ABCD não é rígida quanto ao visual abstract. Os modelos, as paletas e os ícones existem para poupar seu tempo, não para engessar: use, adapte ou desenhe a sua própria figura. O que importa é uma figura bonita, que transmita a ideia do trabalho e facilite a disseminação.

Assista antes de abrir o template — o método inteiro em três minutos.

Sete modelos, um arquivo

Os quatro modelos no mesmo arquivo: escolha um e apague os outros antes de enviar.

Os quatro modelos no mesmo arquivo: escolha um e apague os outros antes de enviar.

  • A · Três colunas — por quê, o que fizemos, o que achamos — o padrão
  • B · Fluxo horizontal — população → intervenção → comparador → desfecho
  • C · Painel com figura — quando a figura central do artigo carrega a mensagem
  • D · Dois braços — comparação direta entre dois grupos
  • E · Uma figura, uma mensagem — ilustração grande e uma frase só — feito para rede social
  • F · Quadrado para Instagram — o quadrado marcado é o que vai ao ar
  • G · Três painéis ilustrados — quem, o quê, e daí — quase sem texto

⬇️ Baixar o template (7 modelos) ⬇️ Baixar todos os ícones (.zip) Ver o banco de ícones →

Pode ser mais simples — e assim costuma circular mais

Você pode optar por um visual abstract mais leve, mais perto de um cartaz para o público do que de um slide de congresso: uma ilustração grande, uma frase em linguagem simples e a assinatura da revista. Para muitos estudos isso alcança mais gente do que uma figura densa, cheia de números.

Os modelos E, F e G do template foram feitos para isso: figura ocupando a maior parte do espaço, uma frase que um leigo entende, no máximo um número — e a assinatura da ABCD, para que quem compartilhar saiba onde o estudo foi publicado.

O erro comum nesse estilo é o oposto do estilo analítico: manter os parágrafos e só acrescentar um desenho ao lado. Se ainda for preciso ler o texto para entender, ainda não é uma figura de rede social.

O que entra e o que fica de fora

O erro mais comum é tratar a figura como um pôster e despejar nela todos os resultados. Quem quiser o resultado completo vai abrir o artigo; a figura só precisa fazer com que ele queira.

Inclua Deixe de fora
✓ A pergunta que o estudo responde✗ Todos os desfechos secundários
✓ Desenho, população e tamanho da amostra✗ Análises de subgrupo e de sensibilidade
✓ De um a quatro números-chave✗ Métodos estatísticos em detalhe
✓ O que muda na prática✗ Referências, financiamento, agradecimentos

Menos palavras — e as palavras certas

Escreva em blocos nominais, não em frases: “seguimento mediano de 30 meses”, e não “o seguimento mediano da coorte foi de 30 meses”. Mantenha cada bloco em torno de 60 caracteres.

Use os mesmos termos-chave do título e do resumo — aqueles que um colega digitaria no PubMed. A figura é recompartilhada com legendas que os buscadores leem.

Troque adjetivos por números. “Internação mais curta” diz pouco; “7,5 vs 11 dias” diz tudo.

Quatro regras que decidem a leitura

1

Sem moldura em volta da figura

Bordas, sombras e degradês roubam contraste e não acrescentam nada. Fundo branco com margem generosa lê melhor em qualquer tela.

2

Cor que sobrevive ao projetor ruim

Texto escuro sobre fundo claro, sempre. Evite cinza-claro no branco, vermelho sobre marrom ou duas cores saturadas lado a lado. Se você apertar os olhos e o texto sumir, o contraste está errado.

3

Um ícone por bloco

O ícone substitui palavras; não enfeita. Mesma altura e mesma cor dentro de uma coluna.

4

Teste no tamanho do celular

Reduza o slide para 25% na tela. Se algum número deixar de ser legível, a fonte está pequena demais ou o bloco tem texto demais.

Paletas de cor para escolher

ABCD classic
A escolha mais segura: o vinho da revista com neutros quentes.
#932C2C
#57423F
#BFA5A2
#F7F4F2
#22262A
Monochrome
Um matiz em quatro degraus — para figuras com muitos blocos.
#932C2C
#A9636C
#D19EA3
#574143
#FFF6F5
Soft rose
Fundos mais claros, para figuras com fotografia.
#932C2C
#CE605A
#FFE4DE
#FFFFFF
#22262A
Two arms
Só para contrastar dois grupos: vinho contra ardósia.
#932C2C
#5E7998
#BFA5A2
#FFFFFF
#22262A
Como aplicar a paleta no PowerPoint. Para uma forma: Formatar Forma → Preenchimento → Mais Cores de Preenchimento → Personalizado e cole o código hexadecimal (mesmo caminho em Cor da Fonte para o texto). Para o arquivo inteiro: Design → Variantes → Cores → Personalizar Cores, ponha #932C2C na Ênfase 1 e as demais cores da paleta nas outras, e salve como tema novo.

Tipografia

Use a dupla da própria revista: Montserrat nos títulos e Raleway no texto. As duas são gratuitas no Google Fonts e, juntas, não ficam nem duras nem enfeitadas. Lato e Source Sans funcionam igualmente bem; deixe Helvetica ou Arial como reserva, caso a fonte não exista no computador que abrir o arquivo. Evite fontes manuscritas, decorativas, condensadas, com contorno, sombra ou efeito 3-D; evite textos longos em caixa alta; nunca misture mais de duas famílias. Nada abaixo de 10 pt no tamanho final, e a frase de conclusão com 13 pt ou mais.

Ícones

Uma amostra do banco abaixo — clique para ver os 105 ícones, com busca e download individual. Uso livre (Health Icons, licença MIT).

stomach
liver
colon
pancreas
oesophagus cancer
dna
general surgery
biopsy
microscope
ultrasound scanner
radiology
ambulance
doctor
inpatient
i groups perspective crowd
geriatrics
database
chart bar
calendar
spreadsheets
hospital
award ribbon
money bag
city

Ver o banco de ícones →

Como enviar

Envie o visual abstract como arquivo editável do PowerPoint (.pptx), o mesmo que você preencheu. A secretaria ajusta tipografia, cor e alinhamento antes da publicação, o que é impossível numa imagem achatada.

✓ Envie: ABCD_Visual_Abstract_SeuNome.pptx, um slide, 33,87 × 19,05 cm.
✗ Não envie: PNG, JPG ou PDF exportado, nem slide colado dentro de um Word.

Checklist antes de enviar

  • Legível no celular: reduza o slide para 25% e confira os números.
  • Nenhum bloco com mais de duas linhas; nada abaixo de 10 pt.
  • Um ícone por bloco, todos com a mesma altura e cor.
  • A frase final responde “o que muda na prática?”.
  • Cores de uma paleta só.
  • Sem moldura, sem sombra, sem degradê.
  • Nenhuma imagem que identifique o paciente; nenhum logo além do da ABCD.
  • Enviado como arquivo editável .pptx.

Perguntas frequentes

A ABCD exige visual abstract?

Sim. Toda submissão inclui um, publicado com o artigo no site da revista.

Em que formato eu envio?

No arquivo editável do PowerPoint (.pptx). Não exporte como imagem: a secretaria precisa ajustar tipografia e cor antes da publicação.

Posso reaproveitar uma figura do artigo?

Uma figura central pode ser reaproveitada se continuar legível em tamanho pequeno. O modelo C do template existe exatamente para esse caso.

Quais ícones posso usar?

Os do banco da ABCD, livres para qualquer uso. Ícones tirados de busca na internet costumam ter licença indefinida e não podem ser publicados com o artigo.

✍️

Texto de Francisco Tustumi, cirurgião do aparelho digestivo (FMUSP), editor associado da ABCD.

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ABCD – BRAZILIAN ARCHIVES OF DIGESTIVE SURGERY is a periodic with a single annual volume in continuous publication, official organ of the Brazilian College of Digestive Surgery - CBCD. Technical manager: Dr. Francisco Tustumi | CRM: 157311 | RQE: 77151 - Cirurgia do Aparelho Digestivo

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